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Lost In Wonderland

"Who in the world am I? Ah, that's the great puzzle." — Lewis Carroll

Lost In Wonderland

"Who in the world am I? Ah, that's the great puzzle." — Lewis Carroll

Review | Openly Straight

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O livro Openly Straight é da autoria de Bill Konigsberg e é o primeiro livro deste duo (pelo menos, por agora, já que o segundo livro sai em março deste ano).

Comecei a lê-lo a 03 de janeiro e acabei a 06 de janeiro e dou-lhe 5/5 estrelas, e passarei a explicar o porquê, mais abaixo. Li este livro numa tradução brasileira, no telemóvel, e surpreendi-me a mim mesma pela rapidez com que o li, de tão presa que fiquei à história.

Este livro é incrível, principalmente se estiverem à procura de uma história que aborde a comunidade LGBTQ+. É interessante, para variar, ter novas perspetivas de personagens que nos retratem a realidade tal como ela é, com os seus problemas e questões.

Rafe é o nome adotado pela personagem principal deste livro. É ele quem nos conta a sua história, na primeira pessoa, revelando os seus pensamentos e as suas dúvidas. É uma personagem que se questiona constantemente, mas que também se perde um bocadinho em si mesmo. Mostra-nos a sua mudança interior e a sua evolução enquanto pessoa (em que nos é apresentada, também, a evolução da sua escrita, em que as questões que lhe são colocadas são bastante interessantes).

De um modo geral, é um livro sobre a importância de celebrar as diferenças, em vez de as aceitar ou tolerar. Esta mesma dualidade de aceitar e tolerar VS celebrar é abordada no livro, e leva o leitor a questionar-se sobre estes aspetos. Levanta, ainda, outras questões, como a importância de sermos nós mesmos, aceitando cada parte de nós como algo único e merecedor de celebração. Outra questão fundamental abordada neste livro é a necessidade que a sociedade tem em colocar rótulos e basear-se neles para dizer quem é uma pessoa.

Há alguns aspetos que eu gostaria de salientar deste livro, para além da dualidade que já falei. São, sobretudo, aspetos pequenos que eu gostei e queria apenas partilhar:

- A vida é uma exploração, não um trabalho. Esta é uma das mensagens transmitidas por este livro, fazendo-nos questionar a forma como encaramos a vida e como devemos aproveitá-la ao máximo, não nos focando apenas no trabalho.

- Os gregos têm várias expressões para amor. Storge é amor de família; Eros é amor sexual; Philia é amor fraternal; Ágape é amor transcendental. Neste caso, gostei de conhecer estas novas designações, e achei que seria interessante partilhá-las convosco.

Recomendo a leitura deste livro, sem dúvida, já que, na minha experiência, foi um livro que me proporcionou bons momentos de abstração do que me rodeava, mas, ao mesmo tempo, me fez questionar sobre muita coisa sobre o mundo em que vivemos e a forma como encaramos as situações do nosso dia a dia.

Alguém já conhecia este livro? O que acharam dele? Estão interessados na sua leitura, caso não o tenham lido ainda?

 

Wonder girl

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